10 dezembro 2011

Bruxelas - Além de chocolate e cerveja!


A Bélgica é um desses países que, normalmente, não entram nos roteiros turísticos. No meu caso, foi graças a minha querida amiga Marla, que desde que me contou como é emocionante assistir ao espetáculo de Som e Luz na Grand Place, em Bruxelas, me despertou uma vontade enorme de estar sentada em um dos cafés da praça assistindo a esse belíssimo show.

video


As cidades mais interessantes do país ficam na região de Flandres, ao norte: a medieval Bruges, a moderna Antuérpia, a capital Bruxelas e Gent, a cidade das torres. A distância entre elas pode ser percorrida por trem, em viagens que duram minutos.

Trata-se de um país de múltiplas facetas, com catedrais góticas impressionantes, as cidades medievais mais bem preservadas da Europa, terra das primeiras pinceladas das tintas a óleo e dos célebres pintores flamengos Rubens, Van Eyck e Hans Memling, do estilo arquitetônico Art Noveau, além de ser a sede da União Européia.
Como não bastasse, é a pátria da batata frita e do waffle, de personagens famosos como, Tintin e os célebres gnomos azuis, os Smurfs, produz algumas das melhores cervejas do planeta (o país tem mais de 500 marcas) e os chocolates mais famosos e gostosos do mundo.

Waffle - Bruxelas
Imagem da internet


Tintin
Imagem da internet

Imagem da internet


Cerveja Belga

Chocolate Belga


O país adota três grupos linguísticos: os flamengos, que falam o holandês, os valões, que falam francês, além de um pequeno grupo de pessoas que falam a alemão. A região de língua holandesa de flandres concentra mais de 50% da população.
Bruxelas fica no meio dessa fronteira linguística e é oficialmente bilíngue, tudo tem que ser escrito nos dois idiomas, sendo a primeira palavra em francês e a segunda em flamengo. Apesar de ser de maioria francófona, está na região flamenga. O francês é o idioma adotado, mas o inglês é falado por praticamente todos.
A diversidade linguística da Bélgica e conflitos políticos e culturais são reflexos da história ao mesmo tempo que se refletem no complexo sistema de governo do país.
O norte fazia parte do que hoje é a Holanda e o sul esteve por séculos sob domínio francês. No Congresso de Viena, que redefiniu as fronteiras européias em 1815, após a queda de Napoleão, o norte da França foi anexado à Holanda. Atualmente, aquela porção de terra pertence a Bélgica, que tornou-se independente em 1831. As fronteiras só foram realmente definidas há cerca de 100 anos.

Bruxelas

A cidade acolhe o a Comissão Europeia, no edifício Berlaymont e o Conselho Europeu, no edifício Justus Lipsius. Além disso, cerca de 75% do trabalho do Parlamento Europeu tem lugar em Bruxelas.

Comissão Europeia

Conselho Europeu

Bruxelas tem dois aeroportos internacionais: O Aeroporto Internacional de Bruxelas-Zaventem (www.brusselsairport.be) e o Aeroporto Charleroi. O Zaventern é o principal e fica a 16 km da cidade. Está bem interligado às três estações centrais de trem, que saem a cada 15 minutos, e ônibus, com frequência de 20 minutos.
O Aeroporto Charleroi, fica em Charleroi, a 54 km ao sul de Bruxelas e é operado pelas empresas de baixo custo. Você tem várias opções para chegar ao centro de Bruxelas: O ônibus da Ryanair, que leva aproximadamente, 1 hora no trajeto e custa 8 euros, vai até a estação central de Bruxelas - Brussels Midi. Você também pode pegar o shuttle bus que vai para a mesma estação, demora cerca de uma hora, custa 13 euros somente a ida e 22 euros ida e volta. O ônibus sai a cada 30 minutos. Confira os horários no site:

Outra alternativa é seguir de ônibus ou táxi até a estação de Charleroi, cerca da 10 minutos, e em seguida pegar um trem para Bruxelas. O trem demora cerca de 45 minutos e a passagem custa 12 euros. A corrida de táxi custa em torno de 75 euros.

A cidade é pequena e não requer transporte para a maioria das atrações, basta um pouco de disposição e um tênis bem confortável para encarar as ruas, na maioria, de paralelepípedos.
Use o metrô para ir a lugares como o Atomium (Estação Heysel) ou o Parque do Cinqüentenário (Estação Merode).

O ticket de 1 ou 2 dias para o open tour pode ser comprado no próprio ônibus. Vale a pena, pois como a exemplo de outras cidades, passa por todos os pontos de interesse.

O transporte público em Bruxelas funciona bem e as opções são muitas: trem, metrô, tranvia e ônibus.
O metrô é composto por duas linhas, ligadas a uma rede de bondes e ônibus. Um bilhete serve para todos os transportes durante uma hora, uma vez carimbado no embarque ou na entrada da estação. Bilhetes unitários custam 1,50 euros, bilhetes de 1 dia saem por 5 euros e bilhete de 10 viagens, 10,50 euros. A bordo, os motoristas só vendem bilhetes unitários, então é mais barato comprar em quiosques ou na bilheteria da estação. 

Só é possível pegar um táxi nos pontos oficiais, eles estão na Place de Brouckère, na Bourse, na Place d’Espagne ou em estações de trem - Taxis Vert (02 349 4949).

Outra maneira de descobrir a cidade de forma ecológica é em bicicleta. Existem diferentes opções. A Pro Velo, presente em muitos parques da cidade, é a mais popular.

O Tourist Passport oferece transporte ilimitado na cidade, mais descontos em museus e um mapa da cidade.
Item (em lìngua local)
Custo
Onde Comprar
Ticket simples (Metrô, bondes e ônibus)
1,25 euros
Estações de metrô, bancas de jornal ou nos próprios ônibus/bondes.
10 tickets
8,70 euros
Estações de metrô ou bancas de jornal
Passe de um dia
3,45 euros
Estações de metrô ou bancas de jornal
Tourist Passport (Tourist Passport)
7,40 euros
Tourist info na Grand Place ou no Tourist Office

A Bélgica se tornou, em 1835, o primeiro país da Europa continental a construir um sistema ferroviário. Desde então houve muito progresso e inovação e atualmente o país tem uma extensa malha ferroviária.
A companhia ferroviária belga é chamada NMBS (holandês) ou SNCB (francês). Visite o website da empresa para verificar tabelas de horários e outras informações para ajudar no seu planejamento: http://www.b-rail.be/main/E/

Os trens de alta velocidade encurtaram para menos de três horas a distância entre Bruxelas e capitais européias como Londres, Amsterdã e Paris. Várias cidades belgas podem ser visitadas de trem e a Belgian Railways (NMBS) levará você de Bruxelas a Antuérpia em 40 minutos, de Bruges a Ghent em 30 minutos e de Ghent a Antuérpia em 50 minutos.

Bruxelas tem 3 estações ferroviárias:

Norte (fr: Bruxelles-Nord, nl: Brussel-Noord, en: Brussels North), Centro (fr: Bruxelles-Central, nl: Brussel-Centraal, en: Brussels-Central) e Sul (fr: Bruxelles-Midi, nl: Brussel-Zuid, en: Brussels-South). Atenção que “Estação de trem” em francês é Gare, então os nomes também podem aparecer como Gare du Nord etc. Para simplificar: norte, centro, sul.

A estação Sul é a mais moderna, e onde param os trens de alta velocidade. É bastante grande e oferece muitas facilidades. A do centro é uma estação subterrânea e a de melhor localização se você quer ir pro centrão de Bruxelas, onde está localizada, perto da Gran Place e outras atrações famosas da cidade. A do norte é a mais bonita, mas a vizinhança nem tanto.

Bruxelas - três estações ferroviárias
Bruxelles-Midi

O clima é como na maior parte da Europa, com temperatura muito baixa no inverno (3°C) e temperada no verão (17°C), pode ocorrer neve, principalmente porque é comum as temperaturas negativas na região. Esteja preparado... chove quase todos os dias!

A cidade merece dois ou três dias de permanência para que você a conheça o suficiente para se perguntar por que a capital belga, normalmente, não faz parte dos roteiros turísticos da Europa. Eu ainda não consegui compreender! Bruxelas é linda, agradável, cheia de história, cultura, arte e atrativos turísticos, além de uma deliciosa gastronomia.

Decidimos, então, colocar o país no nosso roteiro e nossa primeira parada foi Bruxelas!

Partimos de Paris, no Thalys, trem de alta velocidade que atua, principalmente, entre Paris, Bruxelas, Colonia e Amsterdã, e 1 hora e 25 minutos depois, chegamos em Brussels.

Trem de alta velocidade - Thalys
Imagem da internet

Bruxelas surpreendeu desde o primeiro minuto, pois ao sairmos da estação Brussels-Midi, já podíamos sentir o cheirinho de waffle pelo ar. Huuummmm... dá pra imaginar uma cidade que cheira a waffle... pois Bruxelas é assim!
Seguimos, de taxi, direto para o hotel Marriot, que está a 10 minutos de caminhada da estação, mas como tínhamos bagagem, pegamos um táxi  que nos custou 13 euros. Já havia feito a reserva pelo site e ficamos em um excelente quarto.

Marriot Bruxelas
Em frente ao Marriot

O Marriot é perfeitamente localizado, a menos de cinco minutos da Grand Place. Do quarto tínhamos uma vista privilegiada – o espetacular prédio da bolsa, e a incrível agulha gótica do Hotel de Ville. 

Bruxelas
A Bolsa vista da janela do quarto

Bolsa e torre do Hôtel de Ville

Catedral de Saint-Michael e Gudule
Ao lado da Bolsa está o subterrâneo sítio arqueológico da antiga cidade romana e
um pouco a frente, a igreja de São Nicolás, que conserva uma pintura da Virgem,
atribuída a Rubens.


Procure ficar perto da Grand Place, pois você aproveitará mais. Outra dica importante é que os hotéis da cidade têm mais movimento durante a semana, a maioria faz boas promoções para os finais de semana.  

O centro está dividido entre as cidades Baixa e Alta.

A primeira está centrada na magnífica Grand Place ou Grote-Markt (em flamengo), uma praça medieval de pedras, com construções fabulosas - vou dedicar um post só para a esta espetacular praça.


Grand Place

Hôtel de Ville - Grand Place

Os prédios da Grand Place formam um lindo conjunto arquitetônico, especialmente à noite, quando iluminados. Os destaques ficam por conta do Hôtel de Ville, a neo-gótica prefeitura de Bruxelas, a Maison de Roi, que abriga o Musée de la Ville (Museu da Cidade), a Maison des Ducs de Brabante, em estilo neo-clássico e as guildas ou corporações de ofício, algumas das quais sobreviveram aos canhões franceses em 1695. Cada guilda foi reconstruída e adornada em estilos arquitetônicos aprovados pelo Conselho Municipal, de modo a formar o belo conjunto, o que torna a praça uma das mais belas do mundo.

Em frente ao Hôtel de Ville

Hôtel de Ville

Hôtel de Ville - Brussels
Hôtel de Ville

Maison de Roi
Em frente a Maison de Roi

Maison de Roi


Maison des Ducs de Brabante

Guildas

Guildas

A Gran Place é um dos pontos históricos mais importantes da cidade, onde aconteciam os mercados ao ar livre desde o século 11. Hoje em dia há um mercado de flores, diariamente, no período de março a outubro, às vezes acontecem concertos de música e um espetáculo de som e luz, à noite, durante o verão.

Hôtel de Ville
Hôtel de Ville iluminado durante o espetáculo

No alto do enorme pináculo do prédio da prefeitura (Hôtel de Ville), que é um marco da cidade, está São Miguel Arcanjo – padroeiro de Bruxelas. A construção é um ponto de referência quando se caminha pelas ruas da cidade baixa.


Torre do Hôtel de Ville com São Miguel Arcanjo - Bruxelas

São Miguel Arcanjo - Bruxelas


Bem ao norte da Grand Place está a Ilot Sacré – um nostálgico emaranhado de ruelas repletas de restaurantes.
Ao sul, entre as lojas para turistas da rue de l’Etuve, está a Fontaine Manneken Pis. Símbolo de Bruxelas, a pequena estátua de um menino urinando atrai mais turistas do que qualquer outro atrativo na cidade. A primeira estátua do Manneken Pis data de 1619, mas foi roubada e mutilada em 1817. A estátua atual é uma réplica instalada no final da década de 1820.


Manneken Pis - Bruxelas, Bélgica
Fontaine Manneken Pis



O bonequinho é tratado com certas honras: há, por exemplo, uma coleção em torno de 700 roupinhas para vesti-lo convenientemente nos dias de festa. A coleção pode ser vista no Museu da Cidade.
Os Chefes de Estado, dignatários e personalidades que visitam a cidade, tradicionalmente, presenteiam o  pequeno menino com um traje característico.



Ele está por toda parte, em todo tipo de souvenir e até em chocolate...

Nas imediações da praça, existem atrações para todos os gostos: catedrais, palacetes, torres e museus, para quem está mais interessado em história e cultura; cafés, restaurantes com os tradicionais moules (mariscos), bares 24 horas e lojas dos chocolates mais famosos do mundo para quem quer experimentar as delícias belgas. O que inclui, necessariamente, provar um dos cerca de 500 tipos de cerveja produzidos no país. A cerveja belga é patrimônio nacional, merecendo até museu próprio, localizado na cidade de Brugues.


Paulinho, meu filho, na Grand Place

Bem próximo à praça fica o monumento em homenagem a Everard 'Serclaes, um herói do século XIV. A lenda conta que tocar a estátua traz sorte, e dificilmente um turista deixa de fazê-lo ao passar por lá. Nós não fomos exceção.

Monumento a Everard Serclaes - Bruxelas



Em 1845, a Galeries Royales Saint-Hubert, a primeira galeria comercial da Europa, foi construída numa atitude pioneira de alguns arquitetos que construíram uma arcada de ferro e vidro entre o Marche aux Herbes e a rua de l`Ecuyer. A Galeria consiste em duas seções, cada uma com mais de 100 metros de cumprimento e respectivamente chamadas de Galeria do Rei Galeria da Rainha, além de uma seção menor, ao lado, conhecida por Galeria dos Príncipes.






Galeria da Rainha

As famosas rendas belga



Galeria do Rei

Galeria dos Príncipes

Não se pode passar por estas elegantes galerias sem dar uma olhada nas butiques de roupas, nos antiquários e nas charmosas livrarias Tropismes e Librarie des Galeries.
As Galeries Saint-Hubert abrigam o Theatre Royal des Galeries, onde foi encenada em 1941 a primeira peça de teatro baseada nos quadrinhos de Tintim.

Os bares, restaurantes e casas noturnas de Saint-Géry têm vida própria nos meses de verão, quando o movimento é bastante animado. Até mesmo no inverno, os freqüentadores assíduos sentam-se nos terraços equipados com aquecedores elétricos.
Em Saint-Géry está o Halles Saint-Géry, um antigo mercado coberto, no coração de um bairro cheio de história.

Halles Saint-Géry

Ste-Catherine, a região portuária da cidade, antes do rio ser aterrado em 1870, está cheia de restaurantes de frutos do mar, que servem lagostas, mexilhões e ostras.

Na cidade alta também não faltam atrações:

O centro multimídia Atomium (um dos símbolos de Bruxelas), é magnífica obra que, como o nome sugere, tem o formato de um átomo ampliado 165 bilhões de vezes.


Bruxelas, Atomium


Construído para a Exposição Mundial de 1958, o Atomium, com 103 metros de altura, domina a paisagem com sua aparência futurista, em meio ao verde do Boulevard du Centenaire. Lá dentro, percorrendo os estranhos e inclinados corredores que unem as esferas desse átomo gigantesco, descobre-se um centro cultural bem equipado, salas de exposição, restaurante e, bem no alto, uma vista maravilhosa da cidade.


Boulevard du Centenaire
Boulevard du Centenaire

Ao lado do Atomium, está outra preciosidade, o Mini-Europe. Aqui você pode gritar olé em uma arena de Sevilla, passear de gôndola pelos canais de Veneza ou quem sabe conhecer o Big Ben, a Torre de Pisa e até mesmo o Portão de Brandenburg. São cerca de 350 miniaturas de pontos turísticos de todo o mundo num só lugar. Imperdível.
Fica na mesma parada do Atomium, mas o preço é mais salgado. A entrada para adultos custa 12,90 euros e crianças 9,70.


Atomium visto de dentro do parque






No Royal Quartier ou Bairro Real, encontra-se o Palácio Real da Bélgica, que é um dos mais belos edifícios oficiais da capital. Foi construído, na Colina Coudenberg, para ser a residência oficial da família real.


Palácio Real

A fachada que é vista hoje somente foi construída depois de 1900, sob a iniciativa do rei Leopoldo II. A estrutura original do palácio remonta ao fim do século XVIII. Entretanto, o terreno em que se encontra foi, certa vez, parte de um complexo palacial muito antigo, erguido durante a Idade Média.





O Palácio não é mais usado como residência real, já que o rei e sua família vivem no Castelo Real de Laeken, mas funciona como local onde Albert II realiza suas prerrogativas como Chefe de Estado, concede audiências e lida com os negócios de Estado. Seus interiores também são utilizados para grandes eventos e para a recepção de chefes de Estado estrangeiros.

Nos século seguintes a sua construção, foi reconstruído, aumentado e aprimorado de acordo com o crescente prestígio dos duques e seus sucessores.
O complexo palacial foi destruído por um incêndio em 1731, entretanto, suas ruínas somente desapareceram quando o bairro foi reconstruído, depois de 1775. Como conseqüência, surgiu a Praça Real.

Praça Real com a estátua equestre de Godofredo de Bulhões, ao centro.

Um dos líderes da Primeira Cruzada e o primeiro soberano do Reino Latino de Jerusalém


Ladeando a praça, a Igreja Saint-Jacques-sur-Coudenberg está entre os edifícios que foram construídos durante o século XVIII. 

Igreja Saint-Jacques-sur-Coudenberg na Praça Real

Apesar de sua arquitetura externa ser neo-clássica, seu interior é em estilo renascentista.


Escavações do local revelaram restos de diferentes partes do palácio, e as abóbadas monumentais abaixo da praça podem ser visitadas. A entrada custa 8 euros, mas para maiores informações, visite o site: http://www.coudenberg.com/fr/preparez-votre-visite/informations-pratiques. 








Em frente ao Palácio Real, vemos o Palácio Nacional, uma construção neoclássica que abriga o Parlamento Belga. Juntos simbolizam o sistema de governo, ou seja, uma monarquia constitucional.


Palácio Nacional

Palácio Nacional
                                                        
A leste do Royal Quartier está o Parc du Cinquantenaire, com os Arcos do Triunfo e um vasto complexo de museus. O parque é regularmente utilizado para eventos de todos os tipos, como: início e término da corrida de 20 km de Bruxelas, que reune anualmente, cerca de 20.000 participantes, concertos, festivais, eventos e cinema drive-in, nos meses de Julho e Agosto. O Cinquentenário foi construído para comemoração dos 50 anos de independência do país.


Parc du Cinquantenaire




Quadriga sobre os Arcos de Triúnfo



Mont des Arts, originalmente uma praça construída para a Exposição Universal de 1910, oferece uma incrível vista da cidade. A praça original foi totalmente remodelada e no entorno do jardim estão a Bibliotéca Real da Bélgica e o Centro de Convenções. No cume do Mont des Arts, encontram-se os Museu de Instrumentos Musicais e o Museu Real de Belas Artes da Bélgica.




Rei Alberto I




Ali perto, o Quartier Léopold é o coração do complexo da União Européia. O bairro foi criado em 1837 e seu nome é em homenagem ao rei Leopoldo I. É também a primeira área de negócios da cidade.


Edifício do Parlamento Europeu







O espírito livre e criativo de Bruxelas está refletido nos ateliês de design, nos antiquários da Place du Grand Sablon e até nas vitrines das incontáveis lojas de chocolate. Ao redor da praça, você vê um belo conjunto arquitetônico dos séculos 16 ao 19. Nos finais de semana o mercado de antiguidades do lado da igreja anima a praça com seus toldos vermelhos e verdes.



Fontaine du Sablon


Uma das muitas lojas de antiguidades

Na Place du Grand Sablon, não deixe de visitar a belíssima Igreja Notre Dame de Sablon, construída em 1304, que é um exemplo do gótico flamboyant. No interior 11 magníficos vitrais de 15 metros de altura, além de duas capelas barrocas decoradas com símbolos funerários em mármore branco são imperdíveis.




Notre Dame du Sablon

Fachada

Nossa Senhora sendo trazida de Antuérpia para Bruxelas

Um dos passeios obrigatórios em Bruxelas é o Centro Belga de Histórias em Quadrinhos. Provavelmente, nenhum outro lugar leva tão a sério as histórias em quadrinhos. A Bélgica deve ter a maior densidade de cartunistas por quilômetro quadrado do mundo - pelo menos é o que nos faz acreditar este museu: são mais de 600 obras do gênero em exposição, incluindo personagens famosos, como os Smurfs. O mais célebre de todos, porém, é mesmo o Tintin, criado por Hergé. Obstinado e aventureiro, Tintin é um jornalista que viaja o mundo para resolver casos complicados. O sucesso de Tintin entre os fãs belgas é tanto que Bruxelas tem uma loja só para ele, é a Boutique Tintin, na rue La Colline, 13, onde se pode encontrar toda a sorte de camisetas, bonecos e até livros do herói já traduzidos para o português.
Além de uma exposição permanente, as paredes desse museu têm outro apelo: a casa foi projetada pelo arquiteto Victor Horta, um dos criadores do art noveau, estilo arquitetônico que nasceu em Bruxelas e se espalhou em obras de arte e construções por todo o mundo. O museu está aberto todos os dias, exceto as segundas-feiras e o acesso custa 8 euros.






No Museu Belas Artes de Bruxelas pode-se ter uma visão geral das artes belgas e flamengas, já que trata-se de um complexo que inclui quatro museus. No edifício principal situam-se Museu de Arte Antiga e o Museu de Arte Moderna. Os outros dois são o Museu Constantin Meunier e o Museu Antoine Wiertz. A entrada para cada museu custa 8 euros, mas recomendo uma visita ao site para melhor planejar a sua visita.

Palácio de Belas Artes ou Bozar é um centro de cultura em Bruxelas , o espaço multidisciplinar  foi desenhado para reunir uma ampla gama de eventos artísticos como, música  artes plásticas, teatro, dança, literatura, cinema e arquitetura. Foi construído por  Victor Horta entre 1922 e 1929 no estilo de Art Deco.
No total o complexo alberga mais de 20 mil obras com destaque para pinturas e esculturas. Também contempla ciclos de música clássica, obras de teatro, projeções de cinema e outras diversas atividades. Seu objetivo é fazer com que o público se aproxime da arte, que o museu seja um espaço vivo e aberto. Vale a pena conferir a agenda do museu no site oficial quando você estiver na cidade. Sempre acontecem eventos originais e interessantes. O museu está aberto de terça a domingo, mas procure dar uma olhada no site para melhor planejar sua visita.

Não deixe de ir ao Musée des Instruments de Musique, fundado em 1877 e transladado ao edifício  Old England de estilo art nouveau, em 2000. Possui umas das coleções de instrumentos mais completas do mundo, da antiguidade até a atualidade, incluindo cerca de 8.000 peças. Além de poder escutar o som desses instrumentos, é possível conhecer o processo de fabricação de um violino ou um violão, por exemplo, através da reconstrução de uma oficina. No último andar, o museu conta com uma restaurante com uma bela vista panorâmica da cidade. O museu funciona de terça a domingo e o acesso custa 5 euros.







Museu Horta, dedicado à obra do arquiteto belga Victor Horta, sem dúvida não é um museu tradicional. Nele o próprio edifício é a "grande obra" do museu. O edifício, desenhado pelo importante arquiteto, é um emblemático exemplo do estilo arquitetônico que fez de seu criador um dos mais aclamados representantes do art nouveau. Inaugurado em 1898, este museu era a antiga casa e atelier de Horta. O museu funciona todos os dias exceto nas segundas-feiras e a entrada custa 7 euros.

Fachada do museu

Interior

A campainha 

Escadaria

Escadaria

Bruxelas tem nada menos do que 75 museus que falam de tudo um pouco, de histórias em quadrinhos da cerveja e até do chocolate. É só você escolher aquele que mais lhe agrada e partir para a visitação. Uma capital para lá de cultural! 

O Theatre Royal La Monnaie, a primeira grande ópera da Bélgica foi construída em 1700 e recebeu importantes montagens italianas desde então. Atualmente, o La Monnaie está na lista das maiores casas do mundo no gênero.





Bruxelas é um museu a céu aberto para quem aprecia o estilo art-nouveau, revolucionário movimento arquitetônico que tomou conta da Europa no final do século 19 e que teve início em Bruxelas.

A cidade ganha vida no verão, com uma impressionante combinação de festivais – a lista está disponível no balcão de informações no Centro Turístico.
O Kunsten Festival desarts, em maio, é uma das melhores festas de performances artísticas contemporâneas e o Audi Jazz Festival, em outubro - novembro, é um dos maiores da Europa.
Não perca o mercado de Natal e o rinque de patinação montados no centro da cidade no começo de dezembro.

A gastronomia
Aproveite para conhecer o maior número de restaurantes que puder e aprecie um dos pontos altos da cidade: a comida. Come-se muito bem por todos os preços.
Não deixe de dar uma passada na Petite Rue des Bouchers, que concentra alguns dos melhores restaurantes da cidade.




Impossível ir a Bruxelas e não experimentar os tradicionais moules (mariscos) com fritas. Praticamente todos os restaurantes da Petit Rue des Bouchers servem a iguaria como o prato principal. Podem ser gratinados, servidos ao molho de tomate ou, simplesmente, cozidos com ervas. E sempre acompanhados de batatas fritas. Os restaurantes arrumam as mesas do lado de fora, expondo os frutos do mar ao desejo dos passantes. Quem resiste?




Vale ir ao tradicional Chez Léon, rue de Bouchers, 18, que serve apenas variações desse tema.
Para frutos do mar, experimente o Aux Armes de Bruxelles, 13 rue des Bouchers, 02 511 5550, (www.armebrux.be), um clássico art deco.
Outro prato imperdível é o lapin aux pruneaux, o coelho cozido com ameixas. O Le Bergerie, rue de Bouchers, 18, serve essa iguaria, em grande estilo.
No número 28 da mesma rua, o La Belg’ Epoque tem um convidativo menu a preço fixo.
Um dos favoritos dos moradores fica perto da Grand Place, o La Roue d’Or, rue des Chapeliers, 26, mas lembre-se de reservar com antecedência.
O Falstaff, rue Henri Maus, 17, uma taverna tradicionalíssima, que funciona há mais de 100 anos, é um dos bonitos exemplos da arquitetura art noveau da cidade. Apareça nem que seja para uma cerveja.

O serviço já está incluído, mas é de praxe deixar uma pequena caixinha, principalmente se você ficou satisfeito.

Bruxelas tem uma culinária excepcional e excelentes restaurantes, visite o site: www.resto.be.




Para sobremesa, Bruxelas tem o chocolate, tido como um dos melhores do mundo. São de lá as famosas marcas Godiva e Neuhauss, que fabricam os chocolates mais deliciosos do planeta - há lojas dessas e outras marcas espalhadas por todo canto. As promoções de caixas de bombons e de trufas são uma tentação!

Loja Godiva na Grand Place






Nas confeitarias, os biscoitos, tortas e salgados também devem ser experimentados.
Por toda parte da cidade uma coisa chama a atenção, trata-se de um aroma adocicado, forte, deliciosamente familiar. Bruxelas tem cheiro de waffle. Em qualquer canto, de manhã, à tarde ou de madrugada, as ruas ficam impregnadas pelo aroma desses discos de massa doce. Uma loucura!




Visitar Bruxelas e não provar suas deliciosas cervejas lambics frutadas, as de trigo ou as trapistes é quase tão surreal quanto as pinturas de René Magritte. Isso porque no país são produzidas algumas das cervejas mais apreciadas do mundo, e que são degustadas da mesma forma que um italiano ou um francês aprecia um vinho: para cada tipo existe um copo e até uma ocasião para ser bebida.





Compras
Em Bruxelas, o mercado de antiguidades é enorme. Há desde o que eles chamam de “brocante”, que são objetos encontrados em brechós e mercado de pulgas propriamente dito até peças de maior valor como prataria, porcelanas, mapas, gravuras, pinturas e esculturas.
O mercado de pulgas da Praça Jeu de Balle funciona todos os dias pela manhã, mas o melhor dia mesmo é o domingo quando o número de barracas aumenta e o público duplica. É possível encontrar de tudo, móveis antigos, objetos de arte, roupa de segunda mão, discos, livros etc. 

A feira do Grand Sablon, nos finais de semana, também é uma opção para quem gosta de arte e antiguidade. Além da feira, vale andar pelos vários antiquários espalhados ao redor da praça e nas ruas próximas e, quem sabe, parar para fazer um lanche ou almoçar em um dos vários bares e restaurantes do Sablon. Se a idéia for comprar um belo doce ou um pacotinho de biscoitos mais finos para continuar o passeio, as confeitarias Pierre Marcolini e Whitamer são paradas obrigatórias. Além das compras, vale a pena andar pela praça para ver as fachadas dos prédios que a rodeiam e conhecer a Igreja Notre Dame du Sablon, do século XVI.
Na Galerias Saint-Hubert, encontram-se artesanato mais fino, principalmente em renda, além de lojas tradicionais de chocolates, livrarias de arte e papelarias com toda a sorte de agendas, calendários e camisetas com desenhos de Magritte.
Para comprar peças da famosa renda belga você pode ir ao Belgian Art (Rue au Beurre) ou ao Central Lace House (Rue de L´Etuve). 
O comércio popular está na Galeria Agora, que tem entrada pela Grand Place e Place Agora. É um bom lugar para comprar presentes baratinhos. Lá perto fica a Rue Neuve, que tem um pouco de tudo a preços bem em conta.
Lojas de griffes espalham-se também ao longo da Avenue Louise, no centro, que está entre os corredores comerciais mais badalados da Europa.

A noite
Bruxelas não é a melhor cidade do mundo para uma aventura noite a dentro. De quinta a sábado, porém, é possível encontrar lugares bem animados. Um dos bares mais procurados é o La Mort Subite, na Rue Montagne aux Herbes Potagères, cuja cerveja da casa é adocicada e tem sabores à escolha do freguês, como cereja ou pêssego.
Na própria Grand Place, um bom lugar é o café que funciona na Maison du Roi d’Espanhe.
Au Bom Vieux Temps, na rue Marché aux Herbes, 12, uma das mais antigas tavernas de Bruxelas, tem ambiente tranquilo e belissimamente decorado.

Evite andar só e de madrugada pelas ruas escuras do centro. Ao contrário do que parece, Bruxelas não é 100% segura.

A exemplo de outros posts, deixo a dica do passe para visitar os atrativos sem enfrentar filas. Você pode adquirir o Brussels Card para 24 (24 euros), 48 (34 euros) ou 72 (40 euros) horas, no Centro de Turismo, na estação de trem Midi ou pelo site http://visitbrussels.be/bitc/BE_en/content/529/brussels-card.do. O passe oferece entrada para mais de 30 museus, utilização gratuita de transportes públicos e descontos entre 5% e 25%  em lojas, exposições, restaurantes e outras atrações.

Informações turísticas:
Há um escritório no prédio da prefeitura (Hôtel de Ville), na Grand Place, com mapas gratuitos, guias pagos e balcão para venda de ingressos para shows e passes. Ao lado da praça, na Rue du Marché aux Herbes, há outro escritório com vasto material informativo de Bruxelas e também sobre toda a Bélgica.
Hôtel deVille, Grand’ Place (02 513 8940)
http://visitbrussels.be/bitc/front/home/display/lg/en/section/visiteur.do.

Atrações e roteiros pelo país estão disponíveis no site www.brusselsinternational.be tel.: 02 513-8940 - email: tourism@brusselsinternational.be.
Saiba mais sobre o país em: – Visit  Belgium

Bruxelas é sinônimo de cerveja, chocolate, waffle, artes plásticas e arquitetura... então relaxe e se delicie, sem culpa, com todas essas maravilhas.